A história da música

A história da música
Os primeiros seres humanos descobriram que bater objetos uns nos outros produzia sons. A variedade de sons criava uma das maiores formas de expressão da humanidade: a música.

Sabe-se que o homem primitivo teve desde muito cedo necessidade de comunicar. Para isso usava, por exemplo, sinais sonoros como: gritos, sons corporais, batimentos com pedras ou com ramos de árvores, etc. No fundo, o homem pré-histórico tinha como principal objetivo o de imitar a natureza e não o de fazer música. Mas desde o momento que o homem começou a produzir sons com a intenção de fazer música, pode-se afirmar que se deu início ao longo percurso da história da música. Assim o homem começou a fazer uso da música nas suas cerimônias e rituais, como por exemplo, na evocação das forças da natureza, no culto dos mortos, no decorrer da caça,…

Os egípcios
Os egípcios fizeram parte de uma das civilizações mais antigas de que se tem registro. para eles a música era muito importante, sendo praticada por toda a comunidade com homens e mulheres igualmente homenageando os deuses em suas criações.

Desde os tempos antigos a música e a dança no Egito Antigo está presente no dia a dia dos egípcios. Os instrumentos musicais eram populares e o canto e a dança também faziam parte integrante da vida musical egípcia.
Em um papiro do Império Novo, conhecido como Os Ensinamentos de Ani, está dito que o canto, a dança e o incenso são o alimento dos deuses. Esse fato é comprovado em algumas figuras encontradas em diversos túmulos, onde eram retratadas cenas de festas e banquetes com músicos, cantores e bailarinos animando o momento.
Normalmente, os principais instrumentos que eram utilizados eram as flautas, clarinetes e harpas. Os instrumentos de percussão normais eram o pandeiro e o tambor, enquanto que os sistros e crótalos eram utilizados como instrumentos de percussão em ocasiões de festividades religiosas.
Infelizmente não é possível ouvir os registros das músicas daquela época. Mas, podemos imaginar como eram devido as letra das canções, as ilustrações encontradas nas tumbas. Estudiosas afirmam que os antigos egípcios não seguiam uma partitura para tocar a música, devido a nunca ter sido encontrado um papiro nas representações da música os de possíveis escalas musicais no Egito Antigo. Ao que parece o ritmo era marcado pelas palmas dos espectadores.

Os gregos
Na Grécia Antiga, a música ganhou caráter artístico. Ela estava associada ao canto, à declamação de poesias, à dança e também à Matemática. A música nessa época era cantada pelas pessoas e os instrumentos só a acompanhavam.

A Grécia era o berço da cultura e da civilização ocidental, embora, os gregos tenham sido muito influenciados pelos egípcios e por todo o Oriente.
A palavra música vem do grego e significa “arte das musas”, que, na mitologia grega representavam seres celestiais, divindades que inspiravam as artes e as ciências. Segundo a mitologia grega, os seres celestiais eram nove, são eles:
  1. CALÍOPE – da poesia épica.
  2. CLIO – da história.
  3. ERATO – da poesia amorosa.
  4. EUTERPE – da poesia lírica e da música, chamada a “que dá prazer” e representada com a flauta dupla – diaulo.
  5. MELPÔMENE – da tragédia.
  6. POLÍNIA – dos hinos sacros.
  7. TÁLIA – da comédia.
  8. TERPSICHÔRE ou TERPSICHORE – da dança e do canto coral, chamada “a bailarina” e representada com a lira e o plectro.
  9. URÂNIA – da astronomia.
Existem três lendas sobre a origem da lira. A primeira lenda diz que num determinado dia, o nobre e belo deus Apolo passeava pela praia, quando deu com o pé no casco de uma tartaruga que estava com as tripas secas e esticadas. Apolo percebeu, então, que fazendo vibrar as tripas, produzia-se som, originando assim a lira grega. A segunda lenda nos diz que Apolo atou algumas cordas de tripa aos chifres de um boi e, desta forma, ter-se-ia originado a lira. Efetivamente havia liras em forma de chifres de boi. A terceira lenda nos conta que, Apolo, saiu um dia para caçar junto de sua irmã Diana e, notou que toda vez que sua irmã atirava com seu arco, a flecha ao ser solta, produzia sons. Por isso, Apolo teria pensado em fazer instrumentos de cordas.
Orfeu, filho de Apolo, era deus da música e da poesia e, segundo a lenda, quando tocava sua lira, encantava até os animais. Do nome Orfeu deriva-se a palavra “orfeão”.
O filósofo Pitágoras (século VI -V a.C.) descobriu a relação matemática dos principais intervalos da escala musical: a oitava, expressão pela relação 2:1, a quinta, expressão pela relação 3:2, a quarta, expressão pela relação 4:3, bem como a do tom maior, expressão pela relação 9:8, que exprimiria a diferença entre a quinta e a quarta.
Aristóxeno (nascido entre 375 a 360 a.C. em Tarento), outro filósofo, discípulo de Aristóteles, é considerado o maior teórico da antiguidade helênica; escreveu tratados sobre elementos da harmonia e do ritmo.
Assim, percebemos que as referências sobre a arte musical grega são encontradas na mitologia, em relíquias, tratados teóricos, obras filosóficas e memórias históricas.
Constata-se que a música estava presente na Grécia em todas as manifestações da vida pública, tais como festas religiosas ou profanas, jogos esportivos, teatros, funerais, e até em guerras.

 

Para alguns povos da Antiguidade, como os chineses e os indianos, a música tinha poderes mágicos e fazia parte de suas cerimônias. Para eles, a música era transmitida aos seres pelos deuses, como um dom divino.

 E em todas as civilizações antigas, a música era passada de geração para geração somente de forma oral, pois ainda não havia uma forma de escrita musical.

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