Poema Rua dos Cataventos II

1) Leia o poema abaixo.
Rua dos Cataventos II
Dorme, ruazinha… É tudo escuro…
E os meus passos, quem é que pode ouvi-los?
Dorme o teu sono sossegado e puro,
Com teus lampiões, com teus jardins tranquilos…
Dorme… Não há ladrões, eu te asseguro…
Nem guardas para acaso persegui-los…
Na noite alta, como sobre um muro,
As estrelinhas cantam como grilos…
O vento está dormindo na calçada,
O vento enovelou-se como um cão…
Dorme, ruazinha… Não há nada…
Só os meus passos… Mas tão leves são
Que até parecem, pela madrugada,
Os da minha futura assombração…
Mário Quintana
Professor (a): Explicar para os alunos que esse poema é um soneto que é uma composição poética de forma fixa, composta por dois quartetos (estrofes de quatro versos) e dois tercetos (estrofes de três versos). Geralmente, os versos dos sonetos possuem rima e o mesmo número de sílabas. Por isso, esse tipo de composição poética apresenta muita musicalidade.
Vamos entender o texto
1) Pode-se dizer que este soneto soa como uma espécie de acalanto. Por quê?
2) O poeta fala de uma pequena rua de uma cidadezinha. Que passagens do texto comprovam esta afirmação?
3) É possível saber de que época o poeta está falando. Que verso pode lhe ajudar a identificá-la?
4) O que significa o segundo verso do primeiro terceto?
5) O poeta faz referência a sua morte no poema. Que verso comprova esta afirmação?
6) A linguagem poética caracteriza-se pelo uso de imagens, através das quais o autor inaugura um modo novo e mais novo de dizer as coisas. Procure no poema as figuras abaixo.
a) Personificação (o autor fala a um ser inanimado como se fosse uma pessoa atribuindo-lhe características, ações de seres vivos):
b) Comparação:
Respostas
1) Porque o autor procura embalar e adormecer a cidadezinha.
2) “…ruazinha…” / “Com teus lampiões, com teus jardins tranquilos…”
3) “Com teus lampiões, com teus jardins tranquilos…”. Trata-se de tempos antigos em que as ruas das cidades ainda eram iluminadas por lampiões e as praças e jardins eram tranquilos.
4) O autor usa a imagem de um cão que dorme tranquilo para dizer que o vento sopra suavemente, sem ruído.
5) O último verso em que imagina sua “futura assombração”.
6)
a) “Dorme, ruazinha…o teu sono sossegado e puro” / “As estrelinhas cantam…” / “O vento está dormindo na calçada”.
b) “As estrelinhas cantam como grilos…” / “O vento enovelou-se como um cão…”

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